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29) A História Da Formiga (vale a pena lêr)


     A História Da Formiga 

Outro dia, sentada no meu jardim, pensando na vida, quando eu vi uma formiga, e fiquei observando. 
     Notei que ela carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. 
     A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça.
 Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga.
     Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa.
     Eu a observei e a acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.


     Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou sua missão”. Ilusão minha.
     Na verdade,havia apenas terminado uma etapa. Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia”
       Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços.
      Elas pareciam alegres, animadas na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços, e eles estavam sendo levados todos dentro do buraco.
      Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências.
      Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado bem para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei aquela formiguinha!... sua persistência, sua força, sua determinação. 
      Naturalmente, o sentimento que tive transformou minha reflexão em uma oração... e pedi ao Senhor... ...que me desse a tenacidade daquela formiguinha, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia. Que me desse a perseverança dela, para não desanimar diante das crises.
      Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais  para mim. Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros...   o êxito da chegada,...  mesmo que o trajeto... tivesse sido solitário.
       Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada,... ...mesmo quando os ventos contrários me fizessem virar de cabeça para baixo,... Mesmo quando, pelo tamanho da carga, não conseguisse vêr com nitidez o caminho a percorrer. A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer, e superar todas as adversidades da estrada...
       Após meu encontro com aquela formiguinha, saí mais fortalecida em minha caminhada.
       Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho... ou por me ter feito passar
pelo caminho dela.
      Sonhos não morrem,..  apenas adormecem na alma da gente,... esperando o momento certo de se concretizarem.
Créditos:
Texto: Ninon Rose Hawryliszyn e Silva
Formatação: Regina Codreanu



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